O prefeito do município de General Maynard, José Evangelista dos Santos Filho (PSB), está sendo processado pela Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe (PRE/SE) por conduta vedada a agente público e abuso do poder político. Ele é acusado de ter penalizado duas servidoras com a supressão da sua gratificação por não ter apoiado os seus candidatos nas eleições deste ano. Apurou-se ainda, que um secretário municipal também foi exonerado por não apoiar os candidatos indicados por José Evangelista.A denunciante informou que foi chamada ao gabinete do prefeito, que exigiu que ela votasse nos seus candidatos, pois senão “a caneta iria pesar”. Diante de sua negativa, teve a sua gratificação suprimida. Em resposta a um ofício que questionava as razões da supressão, o prefeito informou que extinguiu a “Gratificação Verba de Representação de Gabinete” em setembro. Tal atitude é proibida nos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos.
Uma testemunha confirmou as alegações da denunciante e informou, ademais, que o seu irmão foi destituído do cargo de secretário, uma vez que este negou apoio aos candidatos do prefeito. Também foi declarado que o prefeito intimidou os servidores do município, quando, em entrevista a uma rádio local, informou que quem entrasse na Justiça para reaver os benefícios suprimidos teria que devolver o que já tinha recebido no passado.
De acordo com os procuradores eleitorais, Ruy Nestor Bastos Mello e Lívia Nascimento Tinôco, a conduta do prefeito afetou a igualdade de oportunidades entre os candidatos, uma vez que os servidores da administração foram intimidados a votar nos seus candidatos, constituindo-se em uma afronta aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.
A PRE/SE pede que seja efetuada a suspensão imediata da conduta vedada e que uma multa no valor de R$ 60 mil seja aplicada ao acusado. Caso seja condenado na ação por abuso de poder político, o prefeito José Evangelista poderá ficar inelegível pelo período de oito anos, a contar de 2010.
Fonte: MP/SE
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