Gilmar cobra agilidade da Justiça sobre eleição em Rosário do Catete.
O deputado estadual Gilmar Carvalho (PR), fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa na manhã de dia 1° de dezembro, para cobrar mais agilidade da Justiça. Ele disse que não faz parte de sua pauta ocupar a tribuna para falar sobre políticas municipais, já que os municípios são representados pelos vereadores. Entretanto, o deputado disse que há um problema que deve fazer refletir o Poder Judiciário sergipano e o Ministério Público Estadual, “muito bem representados” na Comarca de Rosário do Catete. “É preciso que haja uma sentença em relação à denúncia de corrupção eleitoral para prefeito de Rosário”, cobrou o deputado.
Gilmar Carvalho ressaltou que o Poder Judiciário e o Ministério Público são muito bem representados, mas frisou que são instituições compostas por seres humanos.
Neópolis foi lembrada pelo deputado, que falou sobre as transformações significativas que ocorreram no município a partir de decisões do Judiciário. Para ele, as decisões foram consistentes, duras e rápidas. “Não pregamos decisões açodadas, mas que coloquem o Poder Judiciário em uma situação que se espera dele. Ou seja, de não provocar injustiças. Injustiças se provocam com decisões e com falta de decisões”, afirmou Gilmar Carvalho. O deputado lembrou que recentemente a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou que a Justiça que falha é a Justiça tardia.
“Na medida que a Justiça demora mais que o necessário, ela acaba punindo o certo e beneficiando o errado. O que ocorreu na eleição para prefeito de Rosário do Catete, eu estava lá, foi um processo de corrupção eleitoral flagrante e ostensivo. A arrecadação de lá é altíssima, principalmente pelas dimensões do município, mas não é capaz de promover uma política social que tire o pobre da miséria. É, sim, capaz de promover corrupção eleitoral, como ocorreu em 2008.
Antes de encerrar seu pronunciamento, Gilmar Carvalho fez um apelo ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que haja com mais agilidade nas decisões. Ele disse que há pouco mais de um ano das eleições municipais em Rosário do Catete e da denúncia de corrupção eleitoral, ainda não há uma decisão judicial sobre esta questão. “A situação diz que não houve corrupção. Nós dizemos que houve. O povo quer saber se houve ou não corrupção nas eleições.
A Justiça tem que decidir. Estamos aqui exercendo a cidadania. Se houve corrupção, que a Justiça sentencie. Se não houve, que o resultado seja favorável ao prefeito e aos seus aliados. Quanto mais tempo passar, sem uma decisão judicial, vai beneficiar os corruptos e silenciar aqueles que não são corruptos”, analisou o deputado estadual.
Gilmar Carvalho lembrou que quem perder vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o processo pode se desenrolar até o fim do mandato. “Peço |à Justiça, rapidez em nome dos moradores e eleitores de Rosário do Catete. A Justiça que tarda.Fonte(nenoticia).